Entenda o que é edge computing: 5 motivos para abraçar essa nova tendência

By Jessica Fontes

abril 30, 2021

O Edge Computing é uma tecnologia relativamente nova, que vem apresentando um ritmo e potencial de crescimento enorme no meio digital. É com certeza uma tendência que está se intensificando muito no momento, e tem um futuro promissor pela frente!

No mundo de constante inovação digital em que vivemos, a grande quantidade de dados gerados na internet faz com que cada vez mais seja necessário a implementação de soluções tecnológicas inovadoras e eficientes. A necessidade de maior armazenamento e processamento é urgente. Para se ter uma ideia, segundo pesquisas da Gartner, foram produzidos até hoje por volta de 59 Zettabytes de informação, ou 64 trilhões de Gigabytes.

Em relação a esse volume gigantesco de dados que não para de crescer e das transformações digitais que surgiram a partir daí, nasceu o Big Data, nada mais do que a análise e a interpretação de tais informações. De forma complementar a isso tudo, temos o advento do Cloud, já discutido aqui anteriormente, e do próprio Edge Computing, que iremos tratar nesse momento.

Quer saber mais sobre esse conceito e ainda ficar por dentro dos benefícios de utilizá-lo na sua empresa?

Então muita atenção: a seguir você irá entender a importância de fazer uso do Edge para o seu negócio, verá suas principais vantagens e de que modo conciliá-lo com o Cloud Computing, que apesar do que alguns analistas previram inicialmente, não será substituído, e sim complementado.

O que é Edge Computing?

Segundo a gigante de consultoria norte-americana Gartner, o edge seria uma espécie de topologia de computação distribuída. Nela, ocorre um processamento de dados em um local perto da borda, onde tanto coisas como pessoas podem gerar ou consumir tais dados.

Os dados então são de certa forma classificados, e quando não há necessidade de enviá-los aos data centers, os processa localmente, diminuindo o tráfego de dados.

Temos então, em outras palavras, que o Edge Computing, ou computação de borda, é um sistema no qual o processamento ocorre mais perto da fonte dos dados gerados, ou seja na borda da rede. Dessa forma, os sensores e os dispositivos conectados na rede móvel transmitem os dados para um dispositivo próximo, como um gateway por exemplo, o qual compreende e responde de forma mais rápida.

Mais estabilidade, menor custo e tempo de resposta, otimização da conexão e maior segurança são alguns dos fatores que veremos adiante que explicam a ascensão do Edge Computing no mercado.

Quer saber ainda mais detalhes do funcionamento do Edge Computing? Veja a baixo o vídeo de um especialista da IBM destrinchando o assunto na íntegra:

5 motivos para o utilizar Edge Computing na sua empresa

1 & 2. Maior velocidade, menor custo!

Como foi explicado aqui anteriormente, o edge se trata de uma tecnologia em que data centers menores operam nos limites da rede (borda), efetuando o processamento de informações de maneira local e mais próxima da fonte que a gerou (se você ainda não sabe o que é um data center não se preocupe, basta clicar aqui).

Desta forma, uma menor quantidade de dados precisa ser transferida para os data centers principais, que estão mais longe, levando a uma economia de banda de rede, assim como menor latência e velocidade de resposta!

O Edge Computing ainda tem a capacidade de integrar os mais variados equipamentos, de diferentes gerações em uma mesma rede. Devido a possibilitar essa maior integração entre os dispositivos, há assim uma tendência em economizar em relação a implementação, haja vista que os dispositivos não têm necessidade de serem substituídos por completo, mas sim pontualmente.

3. Mais segurança!

Um dos benefícios da utilização do Edge Computing no seu negócio é a diminuição de riscos proporcionada pelo seu caráter de maior controle acerca da transferência de dados sigilosos, evitando ataques de DDoS por exemplo.

Como a tecnologia armazena de forma local a capacidade de processamento, sua empresa pode ter um melhor monitoramento sobre a disseminação de dados, além de ficar em dia com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR em inglês).

Quando as informações são processadas unicamente em centrais ou em sistemas de cloud computing, podem haver falhas na segurança, situação que pode ser corrigida ou pelo menos otimizada com modelos de computação em cloud híbrida, que serão tratados mais adiante.

Edge Computing: nova tendência
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4. O Edge é o futuro da IoT

Nos dias de hoje, são muitos os objetos que evoluíram de modo a fazer parte da Internet das Coisas (IoT). Televisores, geladeiras, cafeteiras, lâmpadas e até mesmo carros e robôs já começam a utilizar dessa tecnologia que vem transformando o meio digital. É ai que entra o Edge Computing.

Com aplicações críticas à vida, como veículos autônomos e ferramentas e mecanismos de saúde digital, é preciso de um processamento de dados quase que instantâneo, sem latências ou interrupções de funcionamento. Pode-se dizer então que esta categoria configura-se como um dos pontos em que o Edge Computing mais cresce em atuação atualmente.

O uso do edge nessa e em outras áreas, como realidade aumentada,
varejo, segurança e rede elétrica inteligente, vem se provando uma valiosa parceria tecnológica, que promete grande feitos no futuro próximo.

Mas não se engane! Seu uso não se limita a projetos futuristas, caros e/ou ambiciosos apenas. De acordo com uma pesquisa da Vertiv, mais da metade (53%) dos profissionais de data centers que possuem sites de edge computing pensam que a quantidade de tais sites aos quais providenciam suporte aumentará no mínimo 100%. Dos profissionais em questão, 20% prevê um crescimento de 400% ou mais.

5. Volume intenso de dados

Como já é de conhecimento geral, o volume de dados produzidos hoje em dia é algo inimaginável há pouco tempo atrás. E tem mais: esse volume mais do que dobra a cada dois anos somente. Felizmente, uma das principais aplicações do Edge Computing é justamente para casos de quantidades imensas de dados, como esse.

A tecnologia é altamente recomendável em casos em que o montante de informações faz com que fique inviável envia-las diretamente da rede para o Cloud, ou do Cloud para um local de uso por causa de aspectos como custos, volume de dados e largura de banda.

Estão entre os exemplos de situações de um uso intenso de dados as fábricas e cidades inteligentes, realidade virtual e entrega de conteúdo de alta definição.

Edge como aliado do Cloud

O que pode parecer a primeiro momento seria uma migração desenfreada do Cloud para o Edge Computing certo? Errado! Por mais que alguns profissionais tenham se assustado com isso há algum tempo atrás, hoje se sabe que a junção desses dois sistemas em um modelo de computação em cloud híbrida é a melhor resposta.

Realmente, grande parcela da computação existente nos dias de hoje é redirecionada às bordas, contudo isto não não atrapalha muito menos anula a função do Cloud. Deve-se avaliar os prós e contras de cada um em relação a realidade do seu negócio, e lembrar da máxima: centralizar onde for possível, e distribuir quando preciso.

Uma vez que as tecnologias se complementam, baseados nos requisitos de cada aplicativo, é oportuno aos profissionais de TI estabelecer os dados que são melhor processados na borda, assim como os que precisam se deslocar até a nuvem.

Além disso, o Edge Computing ainda filtra a quantidade de informações que serão repassadas ao data center principal, dando assim suporte ao Cloud.

Tendo isso tudo em mente, agora você já sabe o conceito de Edge Computing, suas principais aplicações, benefícios e tendências daqui para frente. E por que não aproveitar para tirar qualquer dúvida a respeito dessa e de tantas outras soluções digitais que a Brinov pode te oferecer? Basta clicar aqui para falar com um de nossos representantes!

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