Dia 28 de Janeiro foi o dia da Privacidade de Dados, e hoje trazemos algumas dicas para os profissionais de marketing aplicarem o conceito na rotina de trabalho.


LGPD: Apesar de caminhar para mais um adiamento, a Lei Geral de Proteção de Dados, que entraria em vigor em agosto de 2020, é um assunto que ainda confunde a cabeça dos profissionais de Marketing que virão a lidar com ela. As incertezas geradas pelo tema, em grande parte se deve a falta da instituição da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANDP), órgão que irá regular as atividades relativas ao manuseio de dados pessoais públicos e privados.

Sem a ANPD no gerenciamento da adaptação, várias empresas estão se baseando, um pouco, nas medidas europeias. Na área de marketing, os colaboradores já avistam as mudanças que terão que fazer.

As mudanças serão obrigatórias e importantes na hora de elaborar uma Landing Page, Email Marketing, formulários, anúncios pagos e mais outras estratégias de Marketing Digital.

Pensando nas transformações que estão por vir, separamos algumas dicas para os profissionais da área de marketing na hora de se adequar à LGDP.

Acompanhe:

O que diz a LGPD?

LGPD transformará a maneira de funcionamento e operação das instituições ao estabelecer regras a respeito da coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, colocando um padrão elevado de proteção com penas legais severas para aquelas que não cumprirem a norma.

A lei entende “dados pessoais” como qualquer informação relacionada à pessoa natural identificada ou identificável, e por “tratamento de dados” qualquer operação feita com dados pessoais, diz-se: coleta, classificação, uso, acesso, compartilhamento, processamento, armazenamento, eliminação, controle entre alguns outros.

Lei Geral de Proteção de Dados: Dicas para os profissionais de Marketing.

Revise o Outbound Marketing

Entende-se como Outbound Marketing aquelas estratégias tradicionais de marketing, isto é, aquelas em que a marca vai até o cliente e não ao contrário. No Outbound a empresa é enérgica na prospecção de clientes. Diferente do Inbound Marketing, onde a empresa criar estratégias para atrair o cliente até ela.

Confira nosso artigo sobre Inbound Marketing e Outbound Marketing e fique por dentro do assunto.

Algumas empresas usam a compra de listas de contatos de empresas chamadas de “Data Brokers”. Essas são instituições que recolhem e vendem informações dos diversos consumidores na web para outras organizações.

Entenda o que é Data brokers.

Os “data brokers” não usam só dados crus (raw data) para alcançarem seus consumidores na rede, mas também os dados derivados, que são as estimativas previstas a partir do arranjo dos dados crus.

Desse modo, a forma de aquisição dessa lista de leads com os “data brokers” não é compatível com a LGPD. O ato vai de encontro ao princípio da finalidade específica do manuseio de dados e ao consentimento pelo titular dos dados.

Por isso, as empresas devem trabalhar com fornecedores que provem que suas listas possuem contatos que aceitaram a comunicação de marketing. Com a validação da LGPD, se sua empresa comprar uma lista com permissões inadequadas, você também é responsabilizado, e não apenas quem vende.

É válido mencionar que a LGPD não se aplica às bases de dados B2B. Informações corporativas não são regulados pela lei.  

Lembre-se dos cookies

Os “Cookies” são identificadores gerados e coletados pelo navegador ou pelo dispositivo utilizado pelo usuário, com o objetivo de oferecer uma página de acesso ou identificar o perfil que ele navega.

De modo geral, os cookies podem ser usados de várias formas e para várias finalidades, como mensurar os acessos de uma página, gerar relatórios, fazer monitoramento, etc.

Mas cookies são dados pessoais? Dados pessoais são dados relativos a uma pessoa física para identifica-la.

Entenda:

Há uma Teoria expansionista sobre o conceito de dados pessoais que a LGPD e a GDPR seguiram.

Teoria Expansionista

De acordo com essa teoria, os dados pessoais são um conjunto de informações que quando reunidos podem pessoalizar alguém. Assim, um cookie, que por meio de dados de navegação inferem perfis de comportamentos, quando reunidos a outras informações, como um CPF, tornam um indivíduo identificável.

Desse modo, o conceito de dado pessoal na lei usa a palavra “identificável” e não apenas “identificada”.

Qual base legal para a utilização de cookies?

Na GDPR e a LGPD, existe a determinação de que é fundamental uma base legal para o manuseio de dados. A ePrivacy Directive associa os cookies à base legal do consentimento – e abre exceção do uso dessa hipótese para os cookies necessários para a navegação ou utilização da solução. Todos os demais necessitam de consentimento.

Você saberia dizer como sua empresa tem se adaptado às mudanças e impactos da Lei Geral de Proteção de Dados? Disponibilizamos um Guia com 8 Tópicos Para Iniciar um Projeto LGPD.

Acesse e entenda mais sobre a LGPD e suas aplicações.

Bases Legais de Leads

Sua empresa é autorizada a usar os dados pessoais dos leads da sua base de contatos? Todos da sua equipe de marketing devem saber quais são as bases legais da Lei Geral de Proteção de Dados. Isto é, conhecer as medidas previstas na lei que permite o manuseio dos dados por uma instituição.

Quando dizemos “manuseio”, estamos dizendo também: Acesso, Coleta, Uso, Armazenamento, Compartilhamento, Comunicação etc.

Duas bases legais são importantes para a área de marketing: O consentimento e o legítimo interesse. E cada uma delas vai depender do fim que você dará aos dados adquiridos.

É necessário o consentimento explícito pelo titular dos dados, isto é, deve ser informado e dado livremente, para que os consumidores optem por engajar ou não.

O legítimo interesse da empresa diz que ela poderá tratar os dados pessoais para fins legítimos, considerados a partir de uma dada situação real.

Descomplique a saída

Quando um consumidor quiser cancelar uma assinatura ou fazer um descadastro facilite a saída dele. Os botões que ficam quase que invisíveis e nada fáceis de serem escondidos são usados para dificultar saída de um lead. Essa prática não poderá mais ocorrer.  

Deverá ser dito aos indivíduos que elas podem retirar o seu consentimento quando quiserem e explique como. Com a Lei Geral de Proteção de Dados, fazer a retirada do consentimento deverá ser tão simples como foi permiti-la.

Otimize sua segmentação de Leads

 Com a LGPD a criação de segmentações de acordo com o perfil de cada Leads terá que ser revisada e respeitar alguns limites. Ainda mais em casos considerados invasivos e discriminatório.

Nas ações de marketing, algumas práticas terão impacto negativo sob a visão da lei e depender de fatores como a intrusão na formação de perfis, desejos dos indivíduos, a forma como a comunicação de marketing é oferecida e a vulnerabilidade do titular dos dados.

Um exemplo prático seria o oferecimento de empréstimos com altos juros a pessoas que passam por dificuldades financeiras, após a realização de uma análise de crédito. Assim, a decisão automatizada, que oferece juros maiores baseados nos dados pessoais, pode ser considerada uma prática discriminatória.

Passos adiante com a LGPD

O principal é você entender bem o cenário da Lei Geral de Proteção de Dados em relação a sua empresa e suas atividades. Cada empresa irá possuir uma realidade diferente com necessidades distintas e todas precisarão se adaptar.

É interessante buscar consultores com profissionais que entendem do processo de adequação para não gerar transtornos futuros.

Até o momento a lei ainda não foi implementada, tendo grandes chances de ser alocada para o ano de 2020. No entanto, com a falta de decisão quanto a data, é preciso se adiantar e conhecer os direitos e deveres que a LGPD permeia.

Achou o artigo interesse e quer saber mais sobre a LGPD? Continue acompanhando o blog da Brinov e confira todos os posts mais interessantes sobre Tecnologia e Negócios.

Conheça mais sobre a Brinov Consultoria e seus serviços profissionais para a Era Digital.